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domingo, setembro 24, 2006

Uma mão cheia de cromos

Apesar dessa estirpe conhecida à boca cheia como "cromos da bola" (não confundir com site medíocre) ser um recurso praticamente inesgotável, por vezes um hiato faz bem à saúde, para além de ajudar a fazer render o peixe.

Ora cá estamos nós de volta(e porque falamos de peixe), qual Filipe Vieira a irromper por um estúdio de televisão adentro.

Mas não é de orelhas ou bigodes que falamos hoje. É de perfume. Odores agradáveis de bola pinchona sobre um relvado maroto e de joviais pontapés na mesma.

M'Jid era um pimpolho vindo de terras do além-mar, que muito prezava tratar o esférico por "tu". Essa íntima relação foi desenvolvida com passeios românticos pelas margens do Tejo rio, em Belém lusa. O romance até que tinha um je ne sais quoi de satisfatório: o esférico não se queixava do seu trato, e o marroquino não se queixava do cheiro a couro. Mas M'Jid não estava satisfeito. A sua paz interior estava sendo perturbada por uma sombra gigantesca. Uma sombra que eventualmente lhe roubaria o lugar ao sol: Youssef Fertout. Por muito açucarado que um passe de M'Jid fosse ou por muito acintoso que fosse um seu balázio em direcção às redes, nas bancadas azuis ecoava constantemente um jocoso "Este tipo nem é mau, mas o outro mouro até era melhor!"
O amigo Jid tinha tudo para brilhar, mas a sombra era grande demais.

Outro marroquino cirandava pelas ruas de Lisboa sem tapetes nem flores. O seu nome era Abdelilah Saber, e a única marca que deixou no nosso futebol foi uma punchline jeitosa:
Quim -"Sabes que o Sporting joga sempre com 10?"
Zé -"Ai é, jovem? Ora por que camandro?"
Quim -"Porque o saber não ocupa lugar."

Alheio a punchlines,até porque provavelmente não saberá o que a palavra significa, está o nosso veterano de eleição. Vítor Manuel, o estratega. Um clássico da nossa liga, que pontifica presentemente no Aves do genial Professor Neca, agindo como uma extensão do braço do Professor em campo. Outro que está a um bigode de distância da imortalidade.

Míner era parte integrante da armada espanhola flaviense de final de século, que incluia mitos hercúleos como Baston e José Maria Aznar. OK, este último não, mas deu para ficarem com uma ideia. Míner era como Toniño e Dani Diaz ou álbuns novos dos Xutos: nem bom, nem mau, antes pelo contrário.

Finalizamos com um homem que não está habituado a ficar para o fim: Carlos Costa.
Auto-denominado "O HOMEM DOS GRANDES GOLOS", este vetusto-polivalente defesa-central-lateral-trinco-medio-ofensivo-box-to-box-
-extremo-avançado-ponta-de-lança fez as delícias do povo português durante anos a fio, sem olhar para trás. Um facto desconhecido do grande público é que o próprio pediu para ter como última morada o Panteão Nacional, juntamente com outras figuras históricas de Portugal (mais ou menos relevantes que o sr.Costa). Juntamente com esse evento, Carlos Costa sugeriu que o dia do seu aniversário fosse declarado feriado nacional e denominado "Dia dos Grandes Golos". A resposta do Exmo.Presidente da República ainda não foi tornada pública.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Neves e Neves, Laterais, LDA.
















João Pinto
, o mítico "Broas", é o mais emblemático senhor das laterais lusas.O seu irascível e temperamental imperador durante década e meia cruzava com conta, peso e medida para a cabeça dos gravadores,que ansiosos recolhiam todas as suas declarações.

Imperial no jogo jogado e senhorial no jogo falado, a única coisa que separava Broas da absoluta imortalidade seria um bigode, vociferavam alguns malcontentes.
Balelas, digo eu. Broas é, e sempre será um mito da bola. Nem sempre o bigode faz o hóme.

Pois bem, Jorge Nuno não dormia em forma, e como tal,já tinha um sucessor do futuro gasolineiro de Oliveira do Douro na prateleira, não fosse este pendurar as suas chuteiras Lacatoni ou embarcar numa aventura além-fronteiras(que bom teria sido ouvir Broas falar inglês ou francês).

Durante anos, Joaquim Neves foi criado em laboratório, tal qual o monstro de Dr.Frankenstein. Quim (como o trataremos amiúde daqui em diante, de forma meramente informal) aquecia o banco minutos, horas, dias, meses, anos a fio enquanto observava o imortal lugar-tenente da lateral direita em acção. Bloco de notas em punho, mente esponjosa e absorvente, qual tampão da O.B.

Finalizada a aprendizagem, esperava-se um ingresso em grande de Neves, o Quim. Quim, o homem, o senhor que iria dar continuidade ao flanco direito do FCP e da selecção Nacional. Hossana na lateral! Porém, Quim falhou. Neves derreteu perante a pressão, como um floco de Neves. Perdão, neve. Neves, o projectado fustigador, passou a Neves, o fustigado.

Porém, enquanto Quim batia o record de empréstimos consecutivos em equipas diferentes durante o seu tirocínio fora das Antas, outro Neves brilhava mais a sul, mais propriamente no estádio da Liga mais próximo da Cova da Moura.

O bom do Rui Neves começou a sua carreira em 1983 no reputadíssimo e multi-titulado Monte Abraão, que estranhamente utilizou apenas como trampolim para o inferior Estrela da Amadora, ainda como imberbe petiz dos juvenis.

No total, Rui, o Neves, esteve 18 anos ao serviço da agremiação da terra mais feia de Portugal (pedimos desculpa à Covilhã, mas contra factos não há argumentos. Porém, o 2º lugar assenta-vos bem). Rui, o Neves, foi uma espécie de Hélio da Reboleira, assantando arreais na lateral esquerda durante tempos a fio. Tempos, tempos, tempos e tempos. Até que já não aguentaram ver a sua fronha em campo e o recambiaram para o Monte Abraão, onde actualmente é responsável pela remoção de musgo da bancada 5 do Sector 10 B.

Neves e Neves, Laterais, LDA.

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Não Há Só Uma Mona Lisa












Pois bem, factos são factos..Nito e Milton Mendes, os verdadeiros Colgates do Futebol Português.Tudo começou na época de 92-93 (tinha eu 11 anos!!) em que Nito e Milton jogaram na mesma equipa, "Os Belenenses" (na altura eram chamado assim, hoje tiraram os "Os".. Modernices!! Ainda ninguém veio explicar..)
Depois os caminhos separaram-se, mas não as características. Aliás, acho que nada mudou, só o emblema..








Esse ano deve ter servido para os unir, para mostrarem ao mundo que a felicidade é sempre bela, assim queira o Homem. Ano após ano, Nito e Milton Mendes mostraram o mesmo, e quando digo o mesmo, é o mesmo mesmo!! O mesmo sorriso e a mesma cara.. porque a alegria de jogar futebol sobrepõe-se a clubes, locais ou divisões.










Na época de 93-94 Milton saiu rumo à Ilha de Jardim. Um clube povoado por brasileiros, em que é escusado comentar a felicidade deste atleta. Nito continuou no Belenenses.. e continuou como sempre... Jogar ao lado de João Manuel Pinto ou Pedro Espinha deveria ser motivo para uma outra cara de Nito, mas não. Uma vez posta, continuava posta.. Coitado do Quaresma se defrontasse o Nito com esta cara. Quaresma não tinha hipótese!
Tudo se manteve até a época 96-97, em que Milton ligou a Nito e decidiram pôr cobro a esta monotonia.. "Estô Nito? É milton.. Como vai cára? Vamu mudá de clubi? Vamos os 2 pó Norti? Vau lá!"
E assim foi, Nito dirigiu-se para um Rio Ave sedento de estrelas, enquanto Milton, amante de praias ficou por Espinho..
E fica aqui um apelo.. Actualmente Nito treina o Valdevez, terra de Arcos e de bons costumes. Nito, se nos estás a ler e tens outra foto tua, mais actual.. manda por favor.
Nunca mais Mona Lisa foi a mesma..
Para estes Reis da Foto e da Arte, ficam para a história os cognomes.. qual Lavrador qual Conquistador..

Nito, És Bonito..
Milton Mendes, do sorriso não te arrependes..

segunda-feira, setembro 26, 2005

O MacGyver Sorridente

Há casos paradigmáticos e (porque não?), emblemáticos das cadernetas e Cadernos da Bola.Dois deles preenchem o imaginário dos aficionados bolísticos, Nito e Mílton Mendes.

Sucede que tanto um como outro insistiam em fazer exactamente a mesma expressão ano após ano, época após época, aquando dos seus 2 minutos de fama a posar para a fotografia.

O grande Nito já tem um post neste sentido (curiosamente um dos primeiros do blog), sendo que MacMílton só agora entra pela porta grande na blogosfera. O seu sorriso MacGyveriesco monopolizava todas as atenções das páginas reservadas ao clube que tinha a sorte de contar com os seus serviços.

Há que ressalvar, porém, que MacMílton sorria porque tinha confiança em si mesmo. Conseguia transformar um lançamento lateral junto à sua grande área num lance de perigo para o adversário. Com apenas um pontapé de baliza ganhava penalties. Forçava expulsões com um mexer do seu musculado dedo mindinho.

MacMílton era capaz de sair do deserto com um porta-chaves e uma laranja, dizem os mais afoitos.

Assim sendo, só teria razões para sorrir.

Sorri, Mílton, sorri!

terça-feira, agosto 09, 2005

Bababaiabila


Defesa do Nacional em meados dos 90.

Gostaria de ter ouvido um relato na rádio com a proverbial troca de bola sem progressão entre os defesas, típica de uma squadra de Fernando Santos ou Octávio.

sábado, abril 02, 2005

anderson POLLga

Finalizada que está a poll para defesa esquerdo do nosso "11 Cromos da Bola", anunciamos com alegria e jubilo que o fabuloso NELO, defesa esquerdo que fazia do cruzamento uma arte, conquistou os corações bolísticos dos nossos amigos,compinchas da bisca e visitantes do excelso blog.

Vitória estrondosa do inefável e empreendedor lateral que atingiu o seu auge durante o mítico torneio Skydome, no Canadá, feudo do Imperador D. Fernando Aguiar I, durante o qual privou e
jogou com mitos do gabarito de Tulipa, Caetano, Vado ou Barroso.

O brilhante capitão do honrado Lousada conheceu belos momentos também na cidade alfacinha, onde, juntamente com Tavares, se tornou no símbolo máximo da "belle epoque" benfiquista, onde fez a bola travar conhecimento com caminhos que lhe estavam vedados antes da sua chegada, tais como o terceiro anel ou o parque de estacionamento.

Chinelo para os amigos, o lateral esquerdo ocupa agora uma posição de destaque no nosso 11, ao lado do guarda-redes Zé Miguel e lateral-direito João "Broas" Pinto, observados desde a bancada pelo presidente Dias "eu percebo mais de bola que esse tal de Rijkaard" da Cunha.

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Poll Defesa Direito

Finalizou mais uma poll. Desde já, um forte bem haja pela participação.

  1. Pois bem, não houve surpresas. João "Broas" Pinto, esse mito omnipresente da bíblia lusa da bacorada, arrecadou o 1º posto. É portanto o escolhido para integrar o nosso mítico 11 nesta posição de referência.
  2. Abel Xavier, quiçá o jogador português mais gozado de sempre no estrangeiro, ficou-se pelo 2º posto. Concerteza seria o 1º relativamente a cortes de cabelo e alcunhas.
  3. Um SENHOR. Um MITO. Uma REFERÊNCIA. Carlos Secretário. Aquém das expectativas, qual repetição de Madrid, Porto, Braga, Famalicão, Maia, etc...
P.S.: Não pactuamos com o facto de génios como Sérgio Lavos, Nito ou Saber terem escassos votos. Pensamos mesmo ser uma heresia e portanto condenável com a pena de assistir a 1 jogo (+ respectivo prolongamento) Boavista vs. Selecção Grécia.

Por falar em Porto campeão Mundial...

Lembrei-me de um jogo que ficou na história, uma verdadeira final antecipada da antiga taça dos campeões europeus: Benfica-Marselha - isto se não contarmos com um tal de Milão-Real Madrid que ficou 5-0 para os virtuais campeões depois de um empate a 1 na primeira mão.
Meados do princípio de 1990 (para um sportinguista, saber o ano já não é nada mau...), estádio da luz, segunda-mão das meias-finais onde o resultado da primeira-mão favorecia os franceses: 2-1, golos de Papin (2) e Lima para o Benfica, no Velôdrome. Na segunda-mão, ambiente escaldante como pouco se vê hoje em dia (bancadas cheias na luz...) num jogo em que só era preciso marcar 1 e não sofrer nenhum para passar à final. Marselha - com Jean-Pierre Papin, Chris Waddle, Francescoli e Mozer - e Benfica - Bento, Diamantino, Carlos Manuel, Magnusson, Valdo, Lima, Rui Águas, Veloso... e Vata, entre outros - vão aguentando o 0-0 até que, vindo do banco (alguns dizem do céu mesmo) apareceu o golo salvador. Num canto marcado por Valdo, Magnusson dá um toque leve na bola e aparece Vata a empurrar a bola com a mão. Explosão de alegria nas hostes benfiquistas, furor no país (dos, na altura, 8 milhões) e Benfica na final.
Ora, o que importa ressalvar no meio disto tudo é que o Veloso levou um amarelo a meio do jogo que o impediu DE IR Á FINAL!!! Meus amigos, como é que esperavam ver o Benfica ganhar (já agora, o Milão ganhou 1-0, golo de Rijkaard) com o Capitão de fora?? Já não se fazem Capitães daqueles, homens de barba rija, peito inchado, voz de comando na linha defensiva... pera aí, o Veloso não é nada disso... seja: com bigode, 1m65, 60 kilos e voz tão baixa e tão calma que quase nem era preciso falar... só o olhar dizia tudo. Já não se fazem heróis assim; o típico português, aquele que não nos invadia os televisores, não nos massacrava dia-sim dia-sim com os seus conhecimentos aprofudados, introspectivos e filosóficos de um Pedro Barbosa, com as lágrimas de um Bilro desempregado ou os remates - a fazer lembrar Isaias... mas pelo lado mau - de um Barroso: PORRA! Quero o meu típico tuga de volta, o homem sem voz de comando, 15 anos de braçadeira de capitão a escorregar pelo braço escanzelado de um barrigudo de 1m60 com 60 quilos... de cerveja no estômago e uns tremoços nos bigodes. Tá na altura de começar a ver os jogos das distritais tou a ver...


sexta-feira, dezembro 03, 2004

Sem Embandeirar em Arco

Fernando Bandeirinha.

Só o pronunciar deste nome deleita qualquer amante da Bola a níveis Pedro Martinescos ou Washington Rodriguescos. Este Senhor do Esférico é um porta-bandeira (não podia deixar escapar esta piadinha) de uma geração de jogadores. Até mais do que isso, faz bandeira de ser parte integrante de um subgrupo dentro da supracitada geração de 80. O subgrupo dos broncos. Esta geração conheceu o seu ocaso já dentro da primeira metade da década de 90, mas foi graciosamente rendida por linces do relvado como Petit, Formoso ou o pé-canhão arsenalista Barroso.

Sempre discreto, sem precisar de agitar bandeiras para se fazer notar, o nosso Nando é também parte importante de um outro grupo que se distinguiu em inícios da década de 90: Os carecas das Antas. Ao lado de esteios inefáveis como Jaime Magalhães, André e Semedo, fazia crer aos adeptos da equipa da Invicta que estariam antes a presenciar um jogo de Bilhar, tal a quantidade de carecas reluzentes que deslizavam pelo rectângulo.

Nando acabaria a sua carreira em meados dessa mesma década jogando ao lado de craques como Lino, Matias, Vítor Nóvoa ou Bino. Um honroso final para uma honrosa carreira, sem embandeirar em arco.


o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?

segunda-feira, novembro 22, 2004

Um Berço na Arte de Bem Defender

O berço da nação não só produziu ícones da dita cuja, mas também do Mundo da Bola. Estes três Estarolas são exemplo disso.

Caetano, aqui ainda na "versão cabelo", viveu os seus maiores momentos de glória na versão "bola de bilhar", já no potentado de arsenal ofensivo que é, foi, e sempre será o xadrez da Boavista. Se para jogar no clube da Rotunda e da Avenida era preciso ter um certo grau de acutilância defensiva (vulgo porrada), Caetano refinou-se no Vitória antes de rumar à Invicta para tirar cruzamentos de régua e esquadro para os lendários Ricky e Marlon Brandão. Porém, lá ficou conhecido sobretudo pela sua facilidade e brilhantismo em fazer lançamentos laterais. Podia ser pior.

Fonseca, por outro lado, foi uma lenda por si só. Defesa-central de reconhecidos méritos e digna voz de comando da linha defensiva da qual era protagonista maior, qual Vítor Norte, António Folha ou Mel Gibson.

Tauofik
também fez nome na Bola Lusa. Não por ter a técnica maravilhosa e deslumbrante do ex-boavisteiro De La Sagra nem a acutilância defensiva de um Abazaj ou Putnik. Mas ninguém lhe pedia isso.
Tauofik tinha que ser apenas Tauofik, nada mais. Pimentinha apenas lhe pedia que não rapasse o bigode e continuasse a aplicar-se na vertente técnico-táctica enquanto cirandava pelo verdejante e luzidio tapete da cidade-berço. Não lhe podem apontar nada.


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quarta-feira, novembro 03, 2004

Fama Boys - Parte 2

Como todas as sagas de renome, Fama Boys tem a sua sequela.

Fama Boys 2 ao seu dispôr. Tanto têm para oferecer estes jovens.

Começamos por Barnjak, que como as imagens demonstram, defendia de olhos fechados. Um seu companheiro, um Senhor do Esférico de seu nome Carlos Secretário, defendia com uma perna ás costas. Bem, talvez não, mas provavelmente existem jogadores que fariam melhor nessa mesma estranha posição do que o nosso amigo dopado e com menos 40 kg, somente a 10 kg do seu peso ideal. Aliás, peso esse que ostentou no início da sua 2ª passagem pela Invicta, recambiado do Real Madrid, onde foi considerado o primeiro de uma longa linhagem de galáticos. Lá, em terras de Cervantes e Calado a sua velocidade fez miséria até Chendo o ultrapassar constantemente nos treinos, apesar dos seus 82 anos.

Este mito de tez morena e nariz arrebitado começava a sua carreira, qual bebé dando os seus primeiros passos(curiosamente, juram as crónicas, um bebé avulso seria capaz de cruzamentos mais certeiros do que os do lateral). Para o acarinhar e acompanhar no início desta sua carreira dourada, os Fama Boys delegaram Tanta e Gena. Tanta, que nas horas vagas fazia de duplo do guitarrista Slash dos Guns 'n' Roses, revelou-se um excelente tutor de Carlos. Podemos ver na sua forma de jogar que o Professor Tanta deixou marcas indeléveis no estilo bolístico do jovem de nariz arrebitado devido á sua dureza.

Gena encerrava este desfile de rochedos defensivos. Primava sobretudo pelo seu penteado digno de uma "hair band" dos anos 80. De Famalicão a Penafiel o Gena viajou e o cabelo na mesma ficou.


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segunda-feira, outubro 25, 2004

A Cortina de Ferro

Com certeza que muitos de nós têm saudades da "squadra rossa" que levou o nome de Portugal aos quatro cantos do Mundo, via UEFA.

Tentando minorar esse sentimento tão português, decidimos dar á luz, qual renascimento, ao sector mais recuado dessa equipa. Assim sendo...apresentamo-vos a CORTINA DE FERRO.

-» Best era o guardião do último reduto. Pequeno, mas elástico e com uma bela e cuidada bigodaça, Best destacava-se sobretudo pelo seu apodo. Apodo esse, que, segundo corre á boca cheia, foi autoproposto. Autoconfiança nunca fez mal a ninguém, e se bem que a autodenominação "Best" é um pouco azeiteira...azeite nunca matou ninguém. (nem Sérgio Conceição)

Claro está que nenhuma equipa do esférico luso do início dos anos 90 poderia coexistir em paz com o Mundo se não contasse com um imigrante de Leste nas suas fileiras, ou no caso do União da Madeira, duzentos e cinquenta e dois. A colectividade portuense, porém, contava com estes dois felinos e altivos defesas no seu plantel. Juntos aterrorizavam avançados moles e cobardes enquanto trocavam conselhos sobre moda. Numa dessas tertúlias corre a lenda que Djoincevic disse a Milovac que teria melhor sorte com o sexo oposto se deixasse crescer a barba e mudasse o seu nome para "Milovic". Não sabemos em que pé ficou.

Agora responderemos a uma pergunta que com certeza assombra as mentes de quem viu esta fotografia pela primeira vez. Vinha?? A defesa???? Pois bem, se os "Cadernos da Bola" põem Vinha a defesa-central, quem somos nós para contrariar? Lá está. Ninguém. Mas de qualquer forma, Vinha é mais um na grande linhagem de jogadores altos que não fazem a mínima ideia de como se cabeceia. Pensamos que tenha sido o mentor de Edgaras Jankauskas.

Por fim, o planeta á volta do qual todos os satélites gravitam: O Capitão. É verdade, contrariando a teoria de "Os Cromos da Bola", este grande capitão defesa-central NÃO tem bigode, apesar dos apelos de Djoincevic nesse sentido. Pois se a teoria do blog afirma que todos os defesas-centrais carismáticos o deveriam ter, Pedro junta-se a "Bicho" como um traidor á nossa causa. Paciência.


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terça-feira, outubro 19, 2004

Três letrinhas apenas...

VLK.

Um nome marcante na nossa história futebolesca. E nesta frase sublinho de facto a palavra "nome", pois a sua importância derivou disso mesmo. A fama de VLK viveu destas três letrinhas apenas e morreu aí também.

Concerteza que não serão muitos os adeptos do esférico que se recordarão de um passe incisivo, um corte ríspido ou um cruzamento certeiro do nosso amigo das consoantes. Porém, as suas acções no magnífico tapete verde das Antas e nos magníficos tapetes verdes ou castanhos do resto do país não são importantes para este blog.

O que importa realmente é o deleite que o tele-espectador tinha a ouvir estas três letrinhas fluir das colunas das televisões no seu lar. Várias interpretações do mesmo levaram a que este Senhor do Esférico se tornasse um mito dos relvados.

E concerteza todos recordaremos o sonho deste jovem, que mais não seria que pisar o estúdio de "Roda da Sorte" e pedir, com toda a gentileza que o caracterizava, uma vogal a Rute Rita.

Mas nada... Porquê, Rute? Seria tão fácil satisfazer mais um desejo a um jovem desesperado...


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segunda-feira, setembro 27, 2004

3 Cromos. 3 Grandes.

Três cromos. Um de cada um dos chamados três grandes. Três grandes cromos, por sinal. Isso faz deles três grandes cromos dos três grandes. Porreiro.

Adicione-se ainda um "Mijter" sem grande currículo para amansar as feras. Tinhamos aqui uma boa base. De realçar o cabelinho semi-grunge de Figo, o ar animalesco de Paulinho César e a bigodaça típica de capitão de Veloso.

Oh verdadeirismo, onde moras tu?


o que seria do mundo da bola sem registos fotográficos?

terça-feira, setembro 21, 2004

Os Talibans de Aveiro

Corria a época 1991-92...

Estes jovens (quiçá de espírito) foram uma das muralhas defensivas mais emblemáticas da história do desporto português. Desde a bigodaça balcã a puxar para o árabe de Petrov á bela e venerável careca de Oliveira, passando pelo look négligé de arrumador do carismático Dinis e o respeitoso, farto e loiro bigode do esteio defensivo Vítor Duarte.

O destaque aqui vai para o trabalho de equipa, visto a uniformidade brejeira e grunha do aspecto dos elementos ser obviamente uma tentativa de intimidar os avançados contrários. Olhem para eles.

Quem não se sentiria intimidado? Alvíssaras, digo eu.


clickar na bela da foto para se deleitar com o seu visionamento num tamanho decente.

segunda-feira, agosto 16, 2004

NITO - A Fronha

Todos estamos certamente familiarizados com a expressão do homem do momento na hora de tirar a foto que iria povoar os "Cadernos da Bola" e afins durante anos a fio.
TODO O SANTO ANO a sua expressão era exactamente igual:

  • olho direito bem aberto, como quem aguarda um ataque do adversário a qualquer momento
  • olho esquerdo semicerrado, dizendo ao oponente que é uma raposa velha e não será facilmente enganado
  • cabelinho meticulosamente penteado para o lado direito, mostrando que com ele não há baldas
  • e um leve esgar - quase sorriso - como que destemidamente desafiando a adversário a enfrentá-lo. Logo sairá copiosamente derrotado.
Aqui está o lendário NITO, fabuloso porta-estandarte da arte de bem defender no clube verde e branco de Vila do Conde durante anos.

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sexta-feira, agosto 13, 2004

Carlos S.

as in "www.uefa.com":
  • An attacking right-back, Carlos Secretário is an excellent passer who plays with a blend of industry and inspiration."
Para completar apenas o brilhante post do meu caro colega, deixo a pensativa fronha do nosso herói.

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